O Silêncio Ensurdecedor de Claudia Oliveira: Belmonte Fica em Segundo Plano no Aniversário de 135 Anos.

Enquanto o município de Belmonte celebrou com orgulho os seus 135 anos de emancipação política no último dia 23 de maio, o cenário político local deixou evidente quem realmente se importa com o município e quem enxerga a cidade apenas como um mero curral eleitoral. Em meio a felicitações e anúncios de novos equipamentos trazidos por outros pré-candidatos, o comportamento da deputada estadual Claudia Oliveira chamou a atenção pelo descaso e gerou profunda indignação na comunidade belmontense.

Nas redes sociais da parlamentar, que costumam ser ativas para autopromoção, houve um silêncio absoluto. Nenhuma linha, nenhum vídeo e sequer um “parabéns” protocolar foi dedicado a Belmonte. Para uma deputada que busca a reeleição e bate à porta dos cidadãos atrás de votos, ignorar totalmente a data mais importante do calendário municipal não é apenas um deslize de assessoria — é uma demonstração clara de prioridades.

Lembrança Seletiva: Eunápolis e Itabela Têm Festa, Belmonte Fica no Esquecimento.

O que torna a postura de Claudia Oliveira ainda mais grave é a flagrante seletividade de suas agendas e homenagens.

12 de Maio: A deputada fez questão de usar suas plataformas para lembrar e homenagear o município de Eunápolis.

23 de Maio (Aniversário de Belmonte): Enquanto o povo belmontense comemorava a história de sua terra, a parlamentar preferiu cumprir agenda no município vizinho de Itabela.

Mesmo estando na região da Costa do Descobrimento na exata data festiva, Claudia Oliveira não encontrou espaço em sua agenda para visitar Belmonte, e nem sequer se deu ao trabalho de publicar uma mensagem de carinho ao povo que ela pretende convencer a votar nela daqui a alguns meses.

O Velho Jogo do “Vota e Desaparece”

A conduta da deputada escancara a pior faceta da velha política regional: o oportunismo eleitoreiro. A estratégia parece seguir um roteiro já conhecido e repudiado pela população: Ignora-se a cidade durante todo o mandato; quando o período eleitoral se aproxima, injeta-se dinheiro para pagar cabos eleitorais e tentar comprar a simpatia do povo; conquistados os votos, a parlamentar desaparece por mais quatro anos, deixando Belmonte amargando o esquecimento e a falta de representatividade real na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Desta vez, no entanto, o tiro pode sair pela culatra. Ao ignorar os 135 anos de Belmonte enquanto passeava por cidades vizinhas, Claudia Oliveira mostrou que o município ocupa uma posição de coadjuvante em seus planos políticos.

Resta saber se o eleitorado belmontense continuará aceitando o papel de figurante ou se, nas urnas, dará o troco àqueles que só se lembram da cidade na hora de tomar o voto e sumir. Belmonte tem história, tem dignidade e exige respeito.