O clima político esquentou entre o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL), e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). A troca de farpas teve início após uma entrevista concedida pelo chefe do Executivo estadual na última quinta-feira (20), na qual Jerônimo queixou-se da falta de diálogo com o gestor municipal, classificando-o como um dos poucos prefeitos baianos que resistem a uma aproximação com o Palácio de Ondina.
A resposta do prefeito não demorou. Em sua defesa, Jânio Natal recorreu à sua extensa trajetória política para rebater as acusações de isolacionismo. Com quatro décadas de vida pública e 12 mandatos no currículo — sendo cinco deles como prefeito —, ele ressaltou que sempre manteve um relacionamento republicano e produtivo com os governadores anteriores, citando nominalmente os também petistas Jaques Wagner e Rui Costa.
Para Jânio, o entrave na comunicação é uma exclusividade da atual gestão. O prefeito subiu o tom ao justificar o distanciamento, acusando o governador de negligenciar o município em áreas vitais para a população e para a economia local.
“Com Jerônimo é muito difícil, até porque ele não fez e não faz nada pelo turismo ou pela saúde de Porto Seguro e de toda a região”, disparou o gestor municipal.
Postura em defesa do município Apesar das críticas contundentes, Jânio Natal fez questão de frisar que sua administração permanece aberta à interlocução, mas deixou um aviso claro de que não fará concessões caso sinta que a cidade está sendo prejudicada por decisões políticas.
“Construí minha vida política fundamentada no diálogo. Tenho amigos em todos os campos políticos, mas serei sempre radical com quem vira as costas para o município de Porto Seguro, o maior polo hoteleiro do Norte/Nordeste do Brasil”, finalizou o prefeito, enaltecendo a importância econômica da cidade.